AIDS: está na hora de voltar a falar do assunto

Neste ano, com a pandemia do coronavírus, o assunto central dos órgãos de saúde e também da mídia em geral centralizou-se em torno da COVID-19. Com isso, outras enfermidades graves e que precisam de campanhas constantes de conscientização acabaram ficando em segundo plano.  

E um exemplo disso é a AIDS. Mesmo com cerca de 50 mil brasileiros sendo infectados pelo HIV todos os anos, quase não se vê mais campanhas e ações preventivas relativas à doença – sendo que, no total, são aproximadamente 900 mil pessoas com HIV no Brasil.

E isso é um grande problema, afinal, com a falta de campanhas também diminui a quantidade de testes, e como resultado disso temos mais de 130 mil brasileiros que convivem com a AIDS e nem sabem disso – ou seja, além de estarem sem tratamento, também estão contaminando outras pessoas.

Somado a isso, está o fato de que os jovens de hoje não conviveram com o avanço desenfreado da doença nas décadas de 80 e 90, e por isso acabam subestimando o problema.

MESMO COM TRATAMENTOS, DOENÇA AINDA NÃO TEM CURA

Desde que a AIDS surgiu, houve um avanço incrível no tratamento da doença, que tem elevado a qualidade e também a expectativa de vida dos pacientes. Tanto que nos últimos cinco anos houve uma redução de 22,8% na mortalidade.  

Mas é importante lembrar que ainda não existe cura para a AIDS e nem uma vacina, ou seja, é preciso sim tomar todos os cuidados necessários – só pra você ter uma ideia, cerca de 700 mil pessoas morreram no mundo, em 2019, vítimas de doenças relacionadas à AIDS

DEZEMBRO VERMELHO

Todos os anos, no mês de dezembro, é celebrado o “Dezembro Vermelho” – evento criado pela ONU ainda em 1987 com o objetivo de intensificar as ações de prevenção e de luta contra o preconceito. No Brasil, o projeto foi adotado em 1988, pelo Ministério da Saúde.

É importante lembrar que esta ação de conscientização não se restringe apenas aos órgãos governamentais, mas também às empresas, que por meio das CIPAs (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes) têm a responsabilidade de realizar ações de conscientização junto aos funcionários.

FIQUE POR DENTRO!

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência. Causador da AIDS, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.

Vale lembrar que ter o HIV não é a mesma coisa que ter AIDS. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

Se não tratado, o HIV é fatal porque ele eventualmente destrói o sistema imunológico. O tratamento para o HIV ajuda em todos os estágios da doença, e pode desacelerar ou prevenir a progressão de um estágio para o outro.

DIAGNÓSTICO: O quanto antes for identificado o HIV, muito maior será a expectativa de vida de uma pessoa que vive com o vírus. Quem busca tratamento no tempo certo ganha também muito mais em qualidade de vida.

GRAVIDÊS: no caso de gestantes, as mães que vivem com HIV têm 99% de chance de terem filhos sem o HIV se seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto.

QUANDO FAZER O TESTE: Se você passou por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido ou compartilhado seringas, faça o teste anti-HIV. O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue ou por fluido oral. No Brasil, temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos. Esses testes são realizados gratuitamente pelo SUS. Os exames podem ser feitos de forma anônima.

Em todos os casos, a infecção pelo HIV pode ser detectada em, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco. Isso porque o exame (o laboratorial ou o teste rápido) busca por anticorpos contra o HIV no material coletado. Esse período é chamado de janela imunológica.

 

ASSISTA A ESSE BREVE VÍDEO SOBRE A IMPORTÂNCIA DO TESTE

 

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