Trabalho em altura: cuidados com a segurança

Você sabia que cerca de 15% dos acidentes de trabalho são causados por queda de trabalhadores que atuam em lugares altos? Isso coloca o trabalho em altura entre as atividades mais perigosas e que, por isso, deve ter um controle rígido dos procedimentos e do planejamento da segurança.

Aliás, estudos indicam que quase 70% dos acidentes podem ser evitados se esses procedimentos forem implantados e, é claro, seguidos à risca.

E por se tratar de um assunto tão importante, vamos trazer hoje algumas informações vitais para a segurança da sua equipe.

PROCEDIMENTOS

Primeiramente, é importante saber que trabalho em altura não é apenas aquele realizado em grandes edifícios. A NR 35, norma que trata deste tema, estabelece que toda atividade executada acima de dois metros, e que haja risco de queda, é considerada trabalho em altura e está sujeita, portanto, a processos especiais de trabalho.

Assim, trabalhos acima desta altura devem ter uma Análise de Risco – AR e procedimento-padrão específico com um planejamento de trabalho – que deve conter as medidas para evitar o trabalho em altura (sempre que houver meio alternativo), medidas que eliminem o risco de queda, e medidas que minimizem as consequências da queda, quando o risco de queda não puder ser eliminado.

Além disso, neste procedimento devem estar previstas as diretrizes e requisitos da tarefa, orientações administrativas, detalhamento da tarefa, medidas de controle dos riscos características à rotina, as condições impeditivas, quais os sistemas de proteção coletiva e individual necessários e as competências e responsabilidades.

TREINAMENTOS

Além dos procedimentos específicos, o empregador também deve promover programas de capacitação dos trabalhadores que forem atuar em altura. Dentre as capacitações, destaque para o treinamento obrigatório, teórico e prático, com carga horária mínima de oito horas, e que deve ser realizado a cada dois anos

Neste treinamento, que também está bem detalhado na NR35, devem estar previstos:

  • Informações técnicas sobre as normas aplicáveis ao trabalho em altura
  • A análise de risco e condições impeditivas
  • Os riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura e medidas de prevenção e controle
  • Os sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva
  • Os equipamentos de Proteção Individual para trabalho em altura: seleção, inspeção, conservação e limitação de uso
  • Os acidentes típicos em trabalhos em altura e as condutas em situações de emergência, incluindo noções de técnicas de resgate e de primeiros socorros.

RESPONSABILIDADES

O empregador é o responsável legal para que todos os requisitos da NR35 e de quaisquer outras normas de segurança sejam cumpridas.

E a NR35 deixa explícita a responsabilidade do empregador com a realização de avaliação prévia das condições no local do trabalho em altura, pelo estudo, planejamento e implantação das ações e das medidas complementares de segurança, bem como garantir que qualquer trabalho em altura só inicie depois de adotadas as medidas de proteção definidas nesta Norma, além de oferecer os equipamentos de proteção individual e coletiva adequados à atividade.

Mas é bom lembrar que o trabalhador também tem suas responsabilidades previstas na NR35. Dentre elas, assegurar a suspensão dos trabalhos quando verificar situação de risco não prevista, zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho e é claro, utilizar todos os equipamentos de proteção e seguir, criteriosamente, os procedimentos e os treinamentos que participou.

IMPORTANTE: essas são apenas algumas informações básicas sobre como deve ser o cuidado com o trabalho em altura. Mas como é uma atividade que envolve alto risco e que possui normas específicas, é de grande importância que sua empresa tenha uma assessoria para coordenar a implantação dos processos para o trabalho em altura e capacitar sua equipe para essa atividade.

 

NR35: CLIQUE para acessar a NR35 na íntegra.

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