Dengue: riscos de nova epidemia

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Até um tempo atrás, a dengue fazia parte dos noticiários apenas nos períodos de chuva e calor, principalmente entre os meses de dezembro e fevereiro. E se antes a dengue já era um grave problema de saúde pública, agora é ainda mais preocupante, já que os casos da doença se estenderam por todo o ano.

Só de janeiro a agosto deste ano, foram quase 1,5 milhão de casos da doença – um número seis vezes maior que o mesmo período de 2018. Só no estado de São Paulo – o segundo mais afetado, foram quase 500 mil notificações da doença (37 vezes a mais que o número do ano passado).

E se antes a epidemia era cíclica (acontecia em determinados anos), desta vez pode ser que no começo de 2020 enfrentemos mais uma epidemia similar ou até mesmo pior a deste ano. 

Tanto que o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já tornou pública essa preocupação. “Tivemos a reentrada do sorotipo 2, há dois anos, e no ano passado isso fez um estrago muito grande no estado de São Paulo, na região de Bauru. Depois a dengue reentrou por Goiás, Tocantins – foi um número muito grande de casos, porque o sorotipo 2 há muitos anos não circulava no Brasil, então agora ele volta com força total”, afirmou o Ministro à imprensa.


AINDA NÃO HÁ VACINA

Há anos os cientistas se debruçam para encontrar uma vacina contra dengue. E agora, finalmente, pode ser que isso se torne uma realidade. Produzida pelo Instituto Butantan, a vacina já está na última fase de testes e pode ser finalizada ainda em 2020, mas isso ainda é incerto e mesmo que seja liberada não chegará a tempo de imunizar toda a população antes do ciclo mais problemático da doença, que se dá principalmente logo no começo de ano.


PRA QUEM JÁ TEVE DENGUE, CUIDADO REDOBRADO

Existem quatro tipos diferentes de vírus da dengue (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4). Quando uma pessoa é infectada por um desses tipos de dengue, ela se torna imune a esse vírus específico – porém, ainda está suscetível a ser novamente picada e ser infectada por um dos outros três tipos de vírus.

E como muitas pessoas já tiveram a doença neste ano, é preciso que todos redobrem os cuidados – pois uma infecção pela segunda vez pode ser, em alguns casos, mais grave.


A RESPONSABILIDADE É DE CADA UM

É comum atribuir ao governo os problemas de saúde pública – mas no caso da dengue, essa responsabilidade é compartilhada com o cidadão comum – eu e você. Isso porque a única forma de controle da doença é por meio da eliminação de locais que possam ser criadouros do Aedes – lembrando que um único mosquito transmissor da doença pode infectar até 80 pessoas em um raio de 2 quilômetros.

Se você ainda tem dúvidas sobre as formas de prevenção CLIQUE AQUI e se informe. Assuma essa responsabilidade e lembre-se de que esta é uma luta de todos nós!

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