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De todos os novos casos de câncer diagnosticados no Brasil, quase 30% deles são de mama – o que significa algo em torno de 60 mil novos casos anualmente, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer). Este é, também, o tipo de câncer que mais causa morte de mulheres no país.

E mesmo sabendo que a prevenção para diagnósticos precoces aumenta e muito as chances de cura, muitas mulheres ainda deixam de fazer os exames periódicos. Por isso, a Vértice Medicina do Trabalho entra nesta luta e, mais uma vez, traz informações de grande importância para você aprender e compartilhar com sua família e amigos.

CONHECER PARA PREVENIR!

Já diz um velho pensamento: “o segredo para a vitória em uma guerra é conhecer muito bem o seu inimigo”. E isso se encaixa perfeitamente com o câncer de mama – é preciso conhecê-lo tanto para evitá-lo como para enfrentá-lo.

POR DENTRO DO CÂNCER DE MAMA: um câncer de mama, assim como todos os outros, surge quando há uma multiplicação desordenada das células da mama – que passaram por mutações genéticas e que originam os chamados tumores.

Depois que o câncer de mama se desenvolve, a doença passa por 4 estágios diferentes – e aí está a necessidade de compreender esses estágios para que você se conscientize de que quanto mais rápido for o diagnóstico, o tratamento se torna menos invasivo e com muito mais chances de sucesso.  

– Estágio 0: Ela ainda está restrita ao local onde começou

– Estágio 1: Ela se amplia e invade a região local, mas possui no máximo 2cm de tamanho (carcinomas invasivos = tem chance de mandar células para outras partes do corpo)

– Estágio 2: O tumor apresenta entre 2 e 5cm de tamanho e surgem ínguas pouco comprometidas na axila (carcinomas invasivos)

– Estágio 3: Ela segue em expansão local – com tamanho maior que 5cm agora asínguas na axila (carcinomas invasivos) são mais expressivas.

– Estágio 4: Neste estágio, a doença já invadiu outras partes do corpo como: ossos, pulmões, fígado, etc.

Como se percebe, uma mulher que realiza os exames de rotina e descobre o câncer logo no Estágio 0 ou 1, tem muito mais chances do que aquela que descobriu a doença no Estágio 4.

Ao diagnosticar o câncer de mama, o médico avaliará vários fatores para determinar o tratamento adequado, podendo ser clínico ou cirúrgico. E apesar de muitos sites tentarem especificar o tratamento para cada tipo de câncer, não há como precisar o que será feito, pois além do estágio e do tipo do tumor, é preciso observar a particularidade de cada paciente.

SINAIS E PREVENÇÃO!

O câncer de mama pode apresentar sinais perceptíveis, dentre eles: Caroço (nódulo) fixo, endurecido e geralmente indolor – Pele da mama avermelhada retraída ou parecida com casca de laranja – Alterações no bico do peito (mamilo) – Saída espontânea de líquido dos mamilos – Pequenos nódulos embaixo dos braços (axilas) ou pescoço

MAS ATENÇÃO: esses são sinais que podem ou não surgir e que muitas vezes podem até serem confundidos – por isso, é muito IMPORTANTE que as mulheres façam criteriosamente todas as consultas de rotina necessárias, conforme a idade, fatores genéticos ou indicação do seu médico. E percebendo alguns dos sinais, antecipe sua consulta.

FATORES DE RISCO E PREVENÇÃO

O câncer de mama, assim como outros tipos de câncer, pode ser prevenido por meio de hábitos saudáveis, como alimentação, exercícios físicos e evitar os fatores de risco abaixo. Aliás, estima-se que aproximadamente 30% dos casos poderiam ser evitados com mudanças nos hábitos e na qualidade de vida. Confira os fatores de risco abaixo:

– Tabagismo e consumo excessivo de álcool

 – Obesidade (principalmente depois da menopausa), além de colesterol (como esta é a gordura que serve de base para a produção do estrógeno, o colesterol acaba sendo um fator de risco).

– Uso de hormônios (TRH – terapia de reposição hormonal por tempo prolongado)

 – Menstruação precoce (no começo da menstruação a mulher passa a produzir estrógeno em maior quantidade – o que pode facilitar o aumento de células mamárias de forma desordenada).

 – Fatores genéticos – caso haja na família pessoas que passaram pelo câncer antes dos 35 anos de idade você deve informar o seu médico para que ele estabeleça um calendário de exames e consultas adequados ao seu perfil. x

MAMOGRAFIA: como vimos, a descoberta precoce da doença aumenta e muito as chances de cura. E uma das formas de se diagnosticar o câncer de mama é por meio da mamografia – que sendo feita de forma regular, conforme a indicação médica, pode reduzir em 30% as mortes do câncer de mama.

ASSISTA: saiba mais sobre a mamografia

Trata-se de um exame de imagem (por meio de Raios-X) que identifica alterações na mama – e é considerada a melhor forma de detectar o câncer bem no seu início.

Mulheres a partir dos 40 anos de idade devem começar a fazer a mamografia uma vez por ano por. Mas caso possua alguém que passou por câncer de mama na família (parentes de 1º grau), o ideal é que se comece a fazer os exames dez anos antes – mas sempre, é claro, mediante a orientação do médico. Caso seja necessário, o médico irá indicar a ultrassonografia para uma avaliação mais profunda.

CÂNCER DE MAMA EM HOMENS

Além das mulheres, homens também podem sim ter um câncer de mama – a diferença, no entanto, está na proporção: apenas 1% dos casos registrados da doença é de homens.

Para eles, o melhor é a atenção a sinais como: inchaço acompanhado ou não de dor, pele ondulada ou enrugada, retração do mamilo, vermelhidão ou pele do mamilo descamada.

Nesses casos, ao perceber um ou mais sintomas como esses, o homem deve procurar por um médico para que ele faça uma avaliação.

IMPORTANTE: Não fique na dúvida e lembre-se SEMPRE que quanto antes for diagnosticado o câncer maior será as chances de cura. Fale sobre este assunto com seu médico.

ASSISTA: Câncer de mama – nódulos, reposição hormonal e próteses mamárias

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