O calor e os riscos à saúde e à produtividade

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Irritação, diminuição da capacidade de concentração, aumento da ansiedade – podendo ser acompanhado de fraqueza, dores de cabeça, sede excessiva e em casos mais graves até de desmaios.

Se você passou por isso durante o trabalho em dias mais quentes deve ficar atento, pois esses podem ser sinais de que o calor está comprometendo a sua saúde e a qualidade do seu serviço.

Isso acontece quando a temperatura do ambiente fica acima da temperatura normal do nosso corpo.

Ou seja, em um período longo de trabalho em um ambiente cuja temperatura esteja acima dos 35°C, seu corpo fará um esforço muito grande para manter a temperatura corporal e entrará em desiquilíbrio.

Dessa forma, órgãos vitais, como o cérebro, terão fluxo sanguíneo menor, comprometendo a sua capacidade de raciocínio e concentração, e podendo desencadear outros desconfortos – que em casos mais agudos podem ser graves, como a chamada Síncope de calor.  

Alguns ambientes são extremamente mais quentes, como fábricas de vidro, cozinhas e siderúrgicas. Outros, ao ar livre, também oferecem graves riscos em dias muito quentes, como os serviços na lavoura e na construção civil.

E se você trabalha em escritórios não pense que está livre dos riscos. Hoje a maioria dos escritórios tem pouca ventilação – além disso, a presença de computadores e outros equipamentos ajudam o ambiente a ficar ainda mais quente. 

O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO?

Assim como os níveis de ruído, algumas normas também trazem requisitos para a questão da temperatura e da umidade relativa do ar, como a NR15, a Norma de Higiene Ocupacional e a própria CLT.

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No caso da NR15, que trata das atividades e operações insalubres, há no Anexo 3 uma fórmula para que você calcule as exigências de temperatura para cada situação, incluindo o tempo de descanso conforme a variação do trabalho: leve, moderado ou pesado – CLIQUE AQUI para acessar o Anexo 3 da Norma.

A NR17 é outra norma regulamentadora que faz menção e estabelece que nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros, são recomendadas as seguintes condições de conforto: índice de temperatura efetiva entre 20ºC e 23ºC, com umidade relativa do ar nunca inferior a 40%. Até mesmo a velocidade do ar é estabelecida – neste caso, não podendo passar dos 0,75m/s.

MONITORAMENTO E CORREÇÕES

Cabe à empresa monitorar com periodicidade as condições de temperatura e umidade e realizar as intervenções necessárias para garantir que esses dois índices estejam em acordo com as normas e com a própria CLT, que trata do conforto térmico no Artigo 176, estabelecendo que os locais de trabalho deverão ter ventilação natural, compatível com o serviço realizado – e que a ventilação artificial será obrigatória sempre que a natural não preencha as condições de conforto térmico.

Depois de fazer o monitoramento dos locais de trabalho, há as alternativas indicadas para cada caso, como a adequação do ambiente, o uso de ventiladores (com temperatura até 29ºC), ar-condicionado (temperatura acima dos 29ºC), uso de EPIs (como roupas mais leves e adequadas, óculos de proteção, luvas térmicas, etc.).

Além disso, há também indicações de alteração no processo de trabalho, como trazer as operações mais desgastantes para a parte da manhã, fazer rodízios de funcionários, etc.

ESTUDO E INDICAÇÃO DE SOLUÇÕES

Diante de tantas variáveis e da necessidade da adequação e do monitoramento da temperatura e umidade, é imprescindível que os empregadores contratem uma empresa qualificada em Gestão e Saúde Ocupacional para fazer os estudos e adequar a empresa às normas regulamentadoras e à legislação trabalhista.

SOL TAMBÉM EXIGE CUIDADOS

calor-no-trabalho-vertice-medicina-do-trabalho-Para pessoas que trabalham ao ar livre, além do problema da temperatura existem os riscos da exposição ao sol.

Daí a necessidade de intervalos regulares, hidratação correta e do uso de roupas adequadas, além de outras medidas de proteção que devem ser tomadas para minimizar os efeitos nocivos do sol – e a principal delas é o uso de protetor solar.

Há muitas dúvidas a respeito da obrigatoriedade da empresa em fornecer o protetor ao funcionário, afinal, ele não é considerado um EPI.

Porém, mesmo não sendo um EPI, a empresa deve sim fornecer os protetores em respeito à Lei 8213, que diz que “A empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador”. 

É importante lembrar que além fornecer o protetor, um profissional qualificado deve treinar a equipe sobre a forma correta de se utilizar os filtros solares. Veja abaixo os níveis de proteção e opte sempre para os de proteção alta/máxima: 

Níveis de proteção:

  • Máximo: Maior que 50
  • Alto: 30-50
  • Médio: 15-30
  • Mínimo: 2-15

Além do protetor solar, outras medidas garantem maior segurança aos trabalhadores que passam muito tempo expostos ao sol, como

  • Uso de roupas que cubram o máximo possível da pele (hoje o mercado oferece, inclusive, tecidos especiais que vêm com proteção contra os raios ultravioletas).
  • Uso de chapéus e óculos com lentes que absorvam 99% dos raios UV
  • Uso de películas protetoras nos vidros dos veículos.

MAIOR PRODUTIVIDADE

E se falamos nas condições exigidas para garantir a saúde e o bem-estar dos funcionários, é muito importante que os empregadores saibam que essas ações representam investimentos, e não apenas “gastos”.

Isso porque já há estudos que comprovam que o calor excessivo traz sim prejuízos ao rendimento do funcionário.

Entre em contato AGORA e fale com a Vértice sobre este assunto.

 

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