AIDS na melhor idade

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Sábado, 1º de dezembro, é o Dia Mundial de Combate à AIDS. E apesar de não haver uma cura definitiva para a doença, os números gerais no Brasil estão muito melhores do que há 30 anos, quando começou a luta contra a AIDS no país.

Hoje, mais de 70% das pessoas com AIDS sabem que têm o vírus – e isso é de grande importância – já que com o avanço nos tratamentos, cerca de 90% delas se tornam “indectáveis” – ou seja, além de poderem levar uma vida sem apresentar as doenças decorrentes da AIDS, estudos mostram que elas também podem não mais transmiti-la sexualmente.

Porém, apesar dos avanços no combate, é muito importante reforçar: a AIDS ainda não tem cura. Logo, as ações de prevenção são de grande importância e devem continuar sendo intensificadas – afinal, mais de 30 milhões de pessoas estão infectadas em todo o mundo.

 ATENÇÃO À MELHOR IDADE: CASOS AUMENTAM MAIS DE 100%

Um fator que merece atenção especial quando se fala em AIDS, e que infelizmente ainda é pouquíssimo abordado nas campanhas de prevenção, é o aumento no número de idosos que estão contraindo a doença.

Para se ter uma ideia, o número de pessoas com mais de 65 com o vírus HIV cresceu mais de 100% nos últimos dez anos – e o problema é ainda mais grave porque não é apenas a AIDS que vem crescendo na melhor idade, mas também outras DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) – Confira abaixo este breve vídeo de 3min de um médico do Hospital Samaritano de São Paulo 

CAUSAS E EFEITOS

Especialistas atribuem um conjunto de fatores ao aumento do número de idosos com a doença.

Um deles é o fácil acesso a medicamentos para aumentar a libido e corrigir a disfunção erétil – popularizado inicialmente pelo famoso Viagra. Com isso, idosos passaram a ter uma vida sexual ativa depois dos 65 anos de idade com o uso de remédios desta natureza (muitos, aliás, comprados de forma ilegal e sem qualquer indicação médica).

Além disso, deve-se levar em conta a melhoria na perspectiva e na qualidade de vida e também à popularização das reposições hormonais.

O problema é que com uma vida sexual ativa, muitos idosos passaram a ter relações com parceiros variados e sem tomar os cuidados necessários – e uma das causas disso é a falta de campanhas exclusivas para este público, e a falta de diálogo da família com os idosos.

Não bastasse a falta de ações de prevenção, o diagnóstico da doença também fica comprometido. Afinal, dificilmente um idoso com alguma doença, como pneumonia, será submetido ao teste de HIV.

RISCOS MAIORES NA MELHOR IDADE

Diferentemente de um jovem ou um adulto que contraiu a doença, um idoso tem muito mais riscos mesmo com os tratamentos mais avançados – principalmente pelo fato de outras doenças serem comuns nesta faixa etária, como diabetes e hipertensão.

Portanto, informe-se a respeito do assunto e discuta isso com sua família. E se você faz parte da CIPA da sua empresa, coloque este tema como opção em suas campanhas de prevenção à AIDS.

TESTES

O teste rápido para diagnóstico do HIV pode ser feito de graça nas unidades de saúde – e o resultado fica pronto em até meia hora.

Para saber qual unidade de saúde oferece o serviço e o horário de atendimento, CLIQUE AQUI.  

IMPORTANTE: existe um fator, chamado “Janela Diagnóstica”, que é o tempo entre o contato com o vírus e a possibilidade de detecção da doença. Portanto, mesmo que o teste tenha dado negativo, havendo ainda suspeitas deve-se repetir o teste após 30 dias.

 

SAIBA MAIS: para saber mais sobre o tema, acesse o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) 

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