Viver vale a pena! Saiba mais sobre o suicídio

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Tem virado tradição utilizar temas e cores em cada mês do ano como uma forma de sensibilização sobre certos problemas relacionados à saúde. Alguns meses, aliás, já se tornaram bem conhecidos, como o Outubro Rosa (prevenção ao câncer de mama) e o Novembro Azul (prevenção ao câncer de próstata).

E desde 2015, um grave problema de saúde pública também ganhou destaque no mês de setembro: o suicídio.

SETEMBRO AMARELO

Nem todo mundo sabe, mas os números sobre suicídios no Brasil e no mundo são alarmantes. Por aqui, segundo o Centro de Valorização da Vida, 32 brasileiros se suicidam diariamente (sem contar aqueles que tentam o suicídio, mas são socorridos a tempo).

Esses números colocam o suicídio à frente de mortes causadas por AIDS e vários tipos de câncer – e nos alerta para a necessidade urgente de discutir abertamente este tema, já que segundo a Organização Mundial de Saúde, há chances de prevenção em mais de 90% dos casos.

A psicóloga Alani Alves Nunes (CRP 06/136491) explicou ao Blog Vértice os fatores que levam alguém a cometer suicídio:

“O comportamento autodestrutivo é resultado do acúmulo de fatores, que podem estar associados a várias causas não resolvidas, como dificuldades para lidar com uma separação ou com a morte de um ente querido, psicopatologias como esquizofrenia e transtorno de humor, depressão, impulsividade, agressividade, fatores sociais (pobreza e desemprego), doenças clínicas como câncer e HIV, dentre outros”.

A psicóloga destaque ainda que a ação do suicídio não acontece do dia para a noite, e que os pensamentos suicidas vão antes tomando forma na cabeça da pessoa:

“Ninguém resolve se suicidar abruptamente, isso vai amadurecendo na mente da pessoa e essa decisão é vista como única solução para os dilemas existenciais, causando um sofrimento psíquico insustentável”, explica Alani.

SINAIS E PROVIDÊNCIAS 

Estar atento aos sinais (seja em você ou em alguém próximo) é fundamental para evitar que o ato suicida seja consolidado. 

A psicóloga Alani explica quais são os sinais que devem ser percebidos.

“A pessoa com pensamento suicida vai se tornando apática, mais fechada, exageradamente pessimista, se isolando do convívio familiar e com amigos, demonstra desesperança em relação ao futuro, e pode passar a ter mudanças comportamentais, como o abuso de álcool ou drogas”.

Caso perceba esse conjunto de sinais, a psicóloga orienta a se aproximar para o diálogo, ouvir sem julgamentos para que a pessoa se sinta amparada. Além disso, é fundamental que haja acompanhamento de um profissional de psicologia. 

SUICÍDIO E O TRABALHO

Medo constante de perder o emprego, metas agressivas, pressão por resultados, ambientes cada vez mais competitivos, crises econômicas constantes que afetam praticamente todos os setores da econômica.

Esses ingredientes têm trazido graves consequências para a saúde dos trabalhadores e colocam doenças como depressão e ansiedade entre as principais causas de afastamento do trabalho.

O fato é tão alarmante, que a OMS (Organização Mundial de Saúde) já alertou que até 2020 a depressão será a doença mais incapacitante do mundo. (Clique aqui para saber como lidar com a ansiedade no ambiente de trabalho).

Este é um sinal amarelo e um alerta para as empresas e empresários passarem a avaliar o clima organizacional e a rever suas práticas de trabalho e investir em gestão de pessoas. 

 

AJUDA

Se você tem pensamentos suicidas ou tem passado por um estado de tristeza profunda, fale com alguém da sua confiança e procure por um psicólogo ou um médico psiquiatra. O Centro de Valorização da Vida também dispõe de canais de atendimento 24 horas para ajudar você. Acesse https://www.cvv.org.br/quero-conversar/.

 

 

 

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